quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Projetos de futuro

Regressado de férias, período durante o qual optei por não estabelecer contactos virtuais - e, por isso, o blogue teve direito a férias, apesar de ser jovem -, da tralha toda arrumada e de umas profundas limpezas e arrumações no quarto e no escritório, está a chegar ao fim o tempo do descanso e a aproximar-se mais uma jornada de trabalho que, tal como prevejo, será a última antes do derradeiro final. Acredito que é necessário traçar metas, ter planos e objetivos e, por isso, com a chegada do último ano da licenciatura espero poder dedicar-me àquilo que realmente me interessa e me acrescenta algo. Quando ingressei no ensino superior achava que os comportamentos infantis e os mexericos tinham ficado para trás, que as críticas, o escárnio e o mal-dizer eram coisas que, ali, não teriam lugar. Mas não, enganei-me e bem! Conheci pessoas que se revelaram portadoras de duas caras, dois feitios, duas identidades e, sobretudo, mesquinhas e picuinhas. Se, ao início, isso me aborreceu e, de certa forma, marcou uma parte temporal do 2.º ano de licenciatura, decidi que, este ano, não vou perder tempo com elas porque, em abono da verdade, não me acrescentam nada e, pior, não me fazem ser melhor pessoa. Começo a olhar para os meus colegas de turma - na generalidade dos casos, sou mais velho um ano - e penso como é possível que brinquem com o futuro de forma tão irresponsável e que tenham atitudes imaturas. É vê-los brincar com o dinheiro das bolsas de estudo, com o dinheiro que os pais - com sacrifício - lhes dão para pagar um curso superior, alojamento, alimentação e deslocações. E penso. E torno a pensar. E volto a pensar novamente: "em que mundo é que esta gente vive?".

Agora, sentado à secretária, enquanto bebo café - mokambo, para ser mais exato, que só gosto deste, de preferência numa chávena grande - decido que, independentemente de tudo o que está para trás, a minha prioridade é concluir a minha formação académica com sucesso e, de preferência, com excelência. O futuro é, claro, uma incógnita - até os mais incautos perceberão que quem tentar enveredar pelo mundo do ensino terá, à partida, muitas dificuldades - e não pretendo depender para sempre dos meus pais - não posso, não quero nem me permito exigir-lhes isso!

Não sei, à semelhança de qualquer um de vós, o que o futuro me espera mas sei que quero ser bom naquilo que irei fazer. E, depois, olho para os meus colegas e penso como será que eles vão ter moral para corrigir erros ortográficos a alunos, apontar-lhes defeitos se eles não são nenhum exemplo, e, mais grave, não fazem esforço por melhorar. As pautas vem, frequentemente, preenchidas com "Faltou", "Reprovou" ou "Desistiu" e eu cada vez mais acredito que muitos pais acham que os filhos são verdadeiros génios e que, ao fim de dois anos, vão passar para o 3.º ano. 

Por isso, futuro, ou, mais imediato, 3.º ano de licenciatura, podes vir que vou agarrar-te e, se me for possível, arrumar-te à primeira para, no próximo verão, te ter na mão. Para já, vou instalar um anti-vírus que me proteja daquelas pessoas mesquinhas, venenosas e falsas, sem caráter, nem personalidade.

1 comentário:

Catita disse...

Compreendo bem o que dizes. Quando fui para a faculdade também acreditava que essas pessoas, que não interessam a ninguém, não iam andar por lá. Pois, enganei-me e de que maneira. E quando cheguei ao último ano da licenciatura tive a mesma atitude que tu, devo dizer-te que umas quantas pessoas mudaram a sua atitude comigo e ainda bem, pois dessa forma fiquei a conhecê-las melhor e foram transferidas da minha restrita lista de amigos para a lista dos colegas de turma. Pessoas que não compreendem como gastei algum dinheiro em livros úteis para o curso e para a vida profissional e não fui capaz de ir à maioria dos jantares académicos tendo como argumento despesa desnecessária, pessoas que não sabem o que custa a vida e que chegaram ao último ano da licenciatura com cadeiras do 1º ano por fazer e que sempre tiveram explicações super caras, e que ficam parvas a olhar para mim quando digo que nunca fui a um explicador e que me limito a estudar sozinha tirando dúvidas em livros e internet.
Espero que este último ano te corra bem e que te livres dessas melgas. Por muito incerto que seja o futuro, eu acredito que só há lugar para os melhores, e esse lugar depende do nosso trabalho neste momento. Boa sorte :)
Beijinhos e bem vindo de novo ;)
Beijinhos