quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Das mudanças

Os anos passam, é certo, as pessoas mudam, claro, não somos estáticos. Mas, ultimamente, tenho-me deparado com pessoas que, de alguma forma, mais ou menos ativa, fizeram parte da minha vida no passado, e, curiosamente, encontro-as bastante diferentes daquilo que eram. Infelizmente, muitas delas - a maioria, talvez - está diferente para pior. E, ainda assim, - talvez por preconceito meu -, acho que os anos que separam o que, um dia, foi presente e agora é passado e o presente-presente as moldaram de uma forma negativa, ao contrário de mim. Não estou, obviamente, a puxar a brasa para a minha sardinha (ok, estou...), mas, o que é feito daquela inocência e simplicidade que elas tinham? Eu também sei que perdi a minha, oh, onde ela já vai (bolas!).

Não quero parecer, de todo, redutor e simplista, mas parece-me que a mente dessas pessoas, após o ensino obrigatório - e o completar 18 anos - se focou numa única coisa: arranjar trabalho, ganhar dinheiro e comprar um carro novo, enquanto em casa se passam dificuldades e, às vezes, o alimento que está sobre a mesa é esticado ao máximo para todos. Gostava de entender esta mentalidade mas não consigo. Transcende-me, ultrapassa-me, tudo o que quiserem seguido do prefixo "me". Às vezes acho que sou um ET por pensar, primeiro, em necessidades básica e prementes do que em frivolidades. Mas, se calhar, sou eu que estou errado e toda esta gente está certa. Um dia - juro! - ainda vou falar a sério sobre isto, hoje não, que vou cortar o cabelo.

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