sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A minha primeira vez

Foi um desejo, ou vontade, vá, acalentado durante tanto tempo que, depois de consumado, tornou-se um vício. E, ao falar em vício, não o rotulo como sendo, necessariamente, algo de negativo. É claro que todos passamos por momentos de mais ou menos desejo, de mais ou menos vontade, mas, todos, ou quase todos, acabamos, um dia, por ceder à tentação. Faz-se tanta publicidade, chama-se tanto à atenção para este aspeto de uma vida mais cosmopolita e citadina, a vontade de o consumir de cima a baixo, da esquerda à direita, uma e outra e ainda mais outra vez foi crescendo de forma incontrolável. Suculento, saboroso, prazeiroso e ótimo para a saúde sempre foi, até à data, "o" fruto proibido e visto, até, com maus olhos - era um verdadeiro bicho papão. Felizmente, um dia decidi-me a ir em frente e a ir com força, sem receios, a fazê-lo em grande. E, como é óbvio, estou a falar de quando, em 2007, perdi a virgindade no que toca ao McDonalds.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

(não resisti a escrever isto)

Os morangos são de plástico



Faço parte daquela geração que acompanhou as primeiras temporadas dos Morangos com Açúcar (MCA) quando a primeira temporada estreou em 2003. Ai como me lembro dessa altura, quando ainda estava no ensino básico. Achei muita piada às três primeiras temporadas mas, depois, tudo me começou a parecer um pouco artificial, demasiado ensaiado, as emoções muito forçadas e plásticas. Sensivelmente pela quarta temporada fui perdendo o interesse pela série e, até agora, ainda não tinha voltado a vê-la, quando, há dias, acidentalmente, bati com os olhinhos na TVI e verifiquei que as coisas, nestes anos todos, não tinham mudado. 

Entretanto, na SIC Radical, descobri uma série FoQ (Física o Química) que é, digamos, uma espécie de Morangos mas em versão espanhola. A série tem lugar num colégio em Madrid e retrata, não só, a vida dos alunos adolescentes, mas também os sentimentos, confusões, problemas e dúvidas do corpo docente, também ele jovem. Entre os alunos - e os professores - fala-se abertamente de doenças sexualmente transmissíveis, de contracetivos, de homossexualidade, gravidez na adolescência e de tudo aquilo que, na realidade, os jovens falam. Nos MCA, por outro lado, todos as personagens tem vidas perfeitas, sem problemas, sem contratempos e só boas notas. FoQ é, quanto a mim, uma série bastante explícita - e ainda bem - em relação a determinados temas - a homossexualidade, por exemplo, está bem presente e há dois protagonistas que mantém uma relação homossexual - o que, na minha opinião, é francamente positivo.

É necessário começar a perceber que a vida real não é como a vida dos MCA e que será, talvez, mais como a de FoQ, que, pelo menos, retrata grande parte das várias situações que acontecem na vida de um adolescente. Infelizmente ainda há muita gente que pensa que os frangos nascem em cuvetes nos supermercados e essa realidade tem de ser alterada!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Projetos de futuro

Regressado de férias, período durante o qual optei por não estabelecer contactos virtuais - e, por isso, o blogue teve direito a férias, apesar de ser jovem -, da tralha toda arrumada e de umas profundas limpezas e arrumações no quarto e no escritório, está a chegar ao fim o tempo do descanso e a aproximar-se mais uma jornada de trabalho que, tal como prevejo, será a última antes do derradeiro final. Acredito que é necessário traçar metas, ter planos e objetivos e, por isso, com a chegada do último ano da licenciatura espero poder dedicar-me àquilo que realmente me interessa e me acrescenta algo. Quando ingressei no ensino superior achava que os comportamentos infantis e os mexericos tinham ficado para trás, que as críticas, o escárnio e o mal-dizer eram coisas que, ali, não teriam lugar. Mas não, enganei-me e bem! Conheci pessoas que se revelaram portadoras de duas caras, dois feitios, duas identidades e, sobretudo, mesquinhas e picuinhas. Se, ao início, isso me aborreceu e, de certa forma, marcou uma parte temporal do 2.º ano de licenciatura, decidi que, este ano, não vou perder tempo com elas porque, em abono da verdade, não me acrescentam nada e, pior, não me fazem ser melhor pessoa. Começo a olhar para os meus colegas de turma - na generalidade dos casos, sou mais velho um ano - e penso como é possível que brinquem com o futuro de forma tão irresponsável e que tenham atitudes imaturas. É vê-los brincar com o dinheiro das bolsas de estudo, com o dinheiro que os pais - com sacrifício - lhes dão para pagar um curso superior, alojamento, alimentação e deslocações. E penso. E torno a pensar. E volto a pensar novamente: "em que mundo é que esta gente vive?".

Agora, sentado à secretária, enquanto bebo café - mokambo, para ser mais exato, que só gosto deste, de preferência numa chávena grande - decido que, independentemente de tudo o que está para trás, a minha prioridade é concluir a minha formação académica com sucesso e, de preferência, com excelência. O futuro é, claro, uma incógnita - até os mais incautos perceberão que quem tentar enveredar pelo mundo do ensino terá, à partida, muitas dificuldades - e não pretendo depender para sempre dos meus pais - não posso, não quero nem me permito exigir-lhes isso!

Não sei, à semelhança de qualquer um de vós, o que o futuro me espera mas sei que quero ser bom naquilo que irei fazer. E, depois, olho para os meus colegas e penso como será que eles vão ter moral para corrigir erros ortográficos a alunos, apontar-lhes defeitos se eles não são nenhum exemplo, e, mais grave, não fazem esforço por melhorar. As pautas vem, frequentemente, preenchidas com "Faltou", "Reprovou" ou "Desistiu" e eu cada vez mais acredito que muitos pais acham que os filhos são verdadeiros génios e que, ao fim de dois anos, vão passar para o 3.º ano. 

Por isso, futuro, ou, mais imediato, 3.º ano de licenciatura, podes vir que vou agarrar-te e, se me for possível, arrumar-te à primeira para, no próximo verão, te ter na mão. Para já, vou instalar um anti-vírus que me proteja daquelas pessoas mesquinhas, venenosas e falsas, sem caráter, nem personalidade.

sábado, 11 de agosto de 2012

Mais uma razão para comprar um iPhone

Se costumam ver "5 para a meia noite" vão, facilmente, identificar as expressões que vou utilizar de seguida como provenientes de um sketch da "Repórter Louca", mas mais não vos digo que isto não é a Universidade Lusófona e aqui não há facilitismos. Então, a ver, ontem fui ao Shis na Foz, um sítio muito "chique", "cheio de gente gira" e com "muito glamour", bastante diferente do que como estava da primeira vez que lá fui, para melhor, claro está.

Não se desse o caso de o Shis ser assim a atirar um bocadinho para o carote, era bem capaz de transformá-lo no spot oficial para as saídas à noite. Para quem quiser experimentar - e conhecer - o Shis fica na Foz do Douro, logo após o fim da Avenida Brasília, com entrada pelo calçadão e fica paredes meias com a praia; com sorte, em noites calmas ouvem o mar, ou, pelo contrário, em noites mais revoltas, as ondas batem nas rochas com força o que, para quem gostar, não deixa de ser um acompanhamento fantástico.

Quanto a fotografias, eu bem tentei tirar mas a carga do telefone começou a fraquejar nesse momento e dos telefones da Nokia não é muito prático carregar fotografias para o blogue ou, até, para o facebook. Acho que já arranjei mais um motivo para comprar um iPhone!

Presente vs Futuro

Numa das muitas voltas que dou pela blogosfera encontrei várias listas de "o que já fiz" e "o que quero fazer" em alguns blogues. É quase uma espécie de lista de "deve/haver" mas, por vezes, é bom por as coisas por escrito, por os pontos nos is e olhar para o futuro - que é incerto, já sei - mas ter, pelo menos, algumas linhas de ação.

a) O que já fiz/alcancei:
1. entrada no ensino superior (a concluir em 2013)
2. carta de condução
3. carro próprio
4. voluntariado (com pessoas mais desfavorecidas e com idosos)
5. cortei relações com pessoas que não me acrescentavam nada

b) O que eu quero, ainda, fazer:
1. tirar um mestrado
2. fazer, pelo menos, uma viagem ao estrangeiro por ano, sozinho
3. dar aulas (independentemente da zona geográfica)
4. arranjar um apartamento e ir viver sozinho

Claro que esta lista, à semelhança de uma lista com objetivos a cumprir anualmente, é redutora e simplista mas espero, pelo menos, conseguir mover alguns itens de b) para a) em breve.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Não ter conta no Facebook pode ser anormal e perigoso

Não ter conta no Facebook pode ser anormal e perigoso [JN online]

Se, por um lado, até posso compreender que as empresas investiguem os seus futuros colaboradores no facebook e que, daí, retirem ilações e conclusões sobre a personalidade, forma de estar, agir e atuar dessa pessoa, por outro, não posso compreender - nem aceitar - que psicólogos defendam que "não ter conta no Facebook pode ser anormal e perigoso". Isto vai muito além daquilo que sou capaz de processar, porque, em abono da verdade, de que forma é anormal e perigoso não estar metido numa rede social que nos obriga a dar informações da nossa vida privada e íntima (contactos telefónicos e morada, por exemplo), ou, agora, através da cronologia, a partilhar detalhes da nossa vida - viagens, acontecimentos marcantes, nascimento de familiares e/ou filhos - num mundo virtual onde qualquer um pode ser quem não é na vida real?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A praia, esse sítio maravilhoso

Situação 1 - o topless:
Então é assim, vamos lá ver uma coisa senhoras, em geral: eu não me importo que façam topless na praia mas, se o quiserem fazer, façam-no com modos e à grande, que isto de só mostrar meio seio não vai com nada. Já dizia Fernando Pessoa "põe quanto és em tudo aquilo que fazes", e, esta situação, não é exceção. 

Situação 2 - o biquini masculino:
Senhores, não tenho nada contra, cada um usa aquilo que quer, benzódeus que desde 25 de abril de 1974 para cá todos somos livres e longe de mim contrariar isso, mas, cuidado, os senhores que usam a famosa cuequinha na praia e tem uma barriga 200x maior que a dita cuja deviam tomar precauções. É que não é por nada, é mesmo só por uma questão de estética e, convenhamos, não fica nada bem.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Das leituras de verão

Porque, noutra época do ano, o tempo escasseia e não há oportunidade de ler por gosto.


«Uma obra magistral de Martin Gilbert, o historiador britânico mais prestigiado dos nossos dias, História do Século XX relata os eventos do século mais horrível e surpreendente que o mundo jamais experimentou - extremo na miséria humana e nas realizações humanas - e tenta dar-lhes um sentido à escala global.»

Das mudanças

Os anos passam, é certo, as pessoas mudam, claro, não somos estáticos. Mas, ultimamente, tenho-me deparado com pessoas que, de alguma forma, mais ou menos ativa, fizeram parte da minha vida no passado, e, curiosamente, encontro-as bastante diferentes daquilo que eram. Infelizmente, muitas delas - a maioria, talvez - está diferente para pior. E, ainda assim, - talvez por preconceito meu -, acho que os anos que separam o que, um dia, foi presente e agora é passado e o presente-presente as moldaram de uma forma negativa, ao contrário de mim. Não estou, obviamente, a puxar a brasa para a minha sardinha (ok, estou...), mas, o que é feito daquela inocência e simplicidade que elas tinham? Eu também sei que perdi a minha, oh, onde ela já vai (bolas!).

Não quero parecer, de todo, redutor e simplista, mas parece-me que a mente dessas pessoas, após o ensino obrigatório - e o completar 18 anos - se focou numa única coisa: arranjar trabalho, ganhar dinheiro e comprar um carro novo, enquanto em casa se passam dificuldades e, às vezes, o alimento que está sobre a mesa é esticado ao máximo para todos. Gostava de entender esta mentalidade mas não consigo. Transcende-me, ultrapassa-me, tudo o que quiserem seguido do prefixo "me". Às vezes acho que sou um ET por pensar, primeiro, em necessidades básica e prementes do que em frivolidades. Mas, se calhar, sou eu que estou errado e toda esta gente está certa. Um dia - juro! - ainda vou falar a sério sobre isto, hoje não, que vou cortar o cabelo.

Isto foi para os apanhados, certo?

Toda a gente sabe - é universal - que usar uns Jeffrey Campbell é a coisa mais confortável do mundo, mas muda logo de opinião quando vê uma menina cair numas escadas rolantes e maldizer os sapatos ao mesmo tempo que o namorado (?) se ri às bandeiras despregadas. Priceless!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Era tão mais fácil ter um diário

daqueles da Moleskine - e eu tenho, juro! - mas estamos na era das tecnologias, é inevitável. Este ano já dei conta de um bloco Moleskine e o segundo vai andando pelo mesmo caminho - sem contar, claro, com os cadernos A5 aos quadradinhos, que tanto adoro - e, porque, vá, confesso, é in, em conversas com amigos, dizer, "isto vai tão para o blogue".